Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Psicoterapia de Apoio

Um dos objectivos primordiais do trabalho do psicólogo passa pela avaliação e intervenção na modificação de comportamentos que estejam a interferir no bem-estar da pessoa e/ou de quem a rodeia. Se uma pessoa está em sofrimento devido a uma problemática ou acontecimento de vida, a terapia poderá ajudar a pessoa a reencontrar o seu equilíbrio emocional e a desenvolver um processo de aprendizagem interna que lhe permita lidar mais facilmente com o seu mal-estar interno.
Para realizar o seu trabalho, o psicólogo baseia-se em alguns pontos fundamentais que possam garantir uma verdadeira relação de ajuda para com o seu cliente.



A Competência - que resulta de uma formação do psicólogo quer a nível teórico, quer a nível prático, que permite uma preparação e especialização com qualificações apropriadas para exercer as suas funções;

O Respeito pelo Outro - em que o psicólogo respeita cada pessoa na sua liberdade, dignidade, integridade física e psicológica, preservação da intimidade, autonomia e bem-estar. Existe uma consciência e aceitação das diferenças individuais, culturais e de opiniões ou atitudes;

A Privacidade e Confidencialidade - em que é dever do psicólogo garantir o sigilo profissional e a preservação da vida privada;

A Reponsabilidade Profissional e Social - porque o psicólogo pode influenciar a vida de uma pessoa que pode estar vulnerável e em sofrimento. Assim, este tem a função de escutar, compreender e ajudar de uma forma positiva todas as manifestações do cliente;

Os Princípios na Relação Terapêutica - o psicólogo presta ajuda psicológica, no sentido de intervir nas dificuldades que impeçam o desenvolvimento pessoal da pessoa no seu contexto de vida. A relação terapêutica pode ser conduzida com base em diferentes orientações ou modelos científico-profissionais.
Para além destes princípios básicos é fundamental que, se decidir procurar um psicólogo, se sinta bem, confortável e compreendido/a por este. Só assim poderá estabelecer uma relação de empatia e confiança, que é a chave para iniciar um processo de mudança e de desenvolvimento pessoal.

Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Permaculturas - Mudança de Paradigma






Começo a ficar fascinado por este mundo das Permaculturas! Quero viver e participar deste novo modelo de vida, pois o antigo paradigma, está velho, já gasto e não serve.



Estou farto do sistema capitalista e mercantilista onde impera o lucro e o dinheiro… Quero ser livre e viver em Harmonia com a natureza. Não quero ser escravo de um sistema Velho e fraudulento, quero dizer basta, abaixo a moeda como sistema de troca e sim à partilha dos excedentes como ferramentas de troca. Chega de desperdício! Outro dia à conversa com um amigo, ele confidencia-me que o “metal” só tem valor porque as pessoas lhe dão esse mesmo valor e eu fui obrigado a concordar com ele. Se o Povo Português não fosse demasiado conformista com a situação actual de CRISE, já tinha feito a revolução… Onde é que se tolera que o povo tenha que viver e trabalhar para pagar juros à banca e depois o estado para que certos bancos que roubam o povo não venham a falência seja obrigado a injectar dinheiro dos contribuintes nesses mesmos bancos. Que vergonha! Quero Viver num país Livre! Mas Liberdade a sério! Considero ainda que, não é suficiente o resgate com a natureza, o cuidar da terra e partilhar os excedentes mas temos um grande trabalho pela frente na educação, na cultura e no reencontro do indivíduo consigo mesmo. Apoiar o individuo na sua caminhada interior através do processo de se observar, de ser testemunha de si mesmo, aprendendo com os erros, gostando de si, confiando e expressando o seu potencial.




Terça-feira, 31 de Agosto de 2010

Festivais de Musica de Verão



Os festivais de música de verão são um fenómeno nas sociedades contemporâneas, há quem lhe chame a herança do hoodstock, ou ainda um presente de sucesso com um futuro risonho. Eu chamar-lhe-ia o presente envenenado. Em que os grandes senhores do mundo se apoderaram da fraqueza humana para lhes extorquirem os últimos cêntimos do mês e lhes darem a felicidade do momento, em pequenas doses de prazer, da qual necessitam para viver, esquecendo-se assim dos problemas.


É o comércio e o lucro de uns e a alienação, a loucura e o esquecimento de outros. Há quem refira que ali adquire pequenos momentos de prazer para se esquecer dos problemas que cada um enfrenta no seu quotidiano. Por momentos, nasce ali em torno da música, um espaço comum, de partilha, um sentimento de comunidade, de prazer e bem-estar, onde o divertimento pelos sons vibrantes da música dá lugar à solidariedade e à socialização entre todos os que ali permanecem. Se assim o é porque que este sentimento vivido pelas pessoas durante os festivais de verão não permanece no espírito das pessoas durante o resto do ano e não se enraíza na sociedade civil.


No resto do ano quando caminhamos pelas nossas estradas, buzinamos quando achamos que o outro esta a ultrapassar dos limites, ou desatamos aos gritos e aos insultos na fila do supermercado quando nos passam a frente sem pedir licença ou entramos em conflito no local de trabalho quando nos contrariam. e assim durante o resto do ano cinzento esquecemo-nos da alegria e do espírito de solidariedade que vivemos durante os 15 dias divertidíssimos que passamos durante os festivais de verão.


Muitos esquecem-se de referir que é durante estes festivais de musica de verão que os jovens começam a consumir drogas, e álcool, a maioria das vezes entre amigos por brincadeira, e referem uns para os outros “Epá experimenta, não sejas betinho, é baril, sentes-te logo mais solto, mais leve e os problemas desaparecem, descontrai, bebe um copo e fuma ai um charro” e muitas vezes experimentam uma e outra vez porque aquilo lhes alivia de certa forma o seu sofrimento e os descontrai. Mas esquecem-se que esses momentos de descontracção causados pela droga e pelo álcool não duram para sempre e logo tem necessidade de repetir e consumir mais uma e outra vez e sem darem por ela estão agarrados .

Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

esta depressão que me anima

Com muito nível !!!


"Vivo do que me dão, nunca falto às aulas de esgrima (...) Todos os dias agradeço a Deus esta depressão que me anima"

Este video representa bem a sociedade em que vivemos, da embriaguês do alcool ao futebol, esquece-se os problemas, esquece-se a crise e festejamos enquanto os nossos politicos se divertem a aumentar os impostos !!!

Saudações Psi´s

Domingo, 25 de Abril de 2010

25 de Abril - 36 anos Depois


Com o 25 de Abril de 1974, deu-se uma grande mudança histórica no país. A revolução de Abril permitiu ao país alcançar a liberdade e democracia tão desejadas. O país fechado alargou os horizontes e anos mais tarde integramos a União Europeia o que permitiu o desenvolvimento do país.

Trinta e seis anos mais tarde, olhamos os valores de Abril e interrogamo-nos se estes são uma realidade nos nossos dias, ou uma mera utopia?
Somos um país, em que para se ser aceite na comunidade, já não basta o mérito nem a humildade, tem de se ter o cartão de um partido, seja ele qual for, para se ser aceite na comunidade e assim, podes ascender socialmente mesmo sem mérito. Onde está a sociedade igualitária? Quando as desigualdades sociais são cada vez mais notórias e onde as grandes fortunas de alguns são feitas à custa da miséria de muitos. Onde os políticos que nos têm governado estão quase todos em administradores de grandes empresas, a ganhar altos ordenados. Será que não estarão a ser compensados pelos serviços prestados aos detentores do poder económico? Mas o povo, esse continua a viver miseravelmente após o 25 de Abril de 1974. Onde estão os valores da igualdade, da liberdade, da solidariedade que tanto foram apregoados? A corrupção, essa continua a emergir, descaradamente…

Valerá a pena comemorar o 25 de Abril, só pelo simples facto de o comemorar? É importante, mas isso só não chega! Devemos aproveitar este dia para debater e reflectir sobre a nossa situação actual enquanto país. Temos o dever de reflectir no que significou o 25 de Abril, nos seus valores e se eles realmente existem.

Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Liberdade, Educação, Cidadania

Num mundo em que toda a gente fala de liberdade, o que é a liberdade? Sabem? É ter direitos, mas o que é ter direitos? Será que só temos direitos? Ou também teremos obrigações? Normalmente quando alguém diz, eu tenho direito a fazer isto e a fazer aquilo porque tenho esse direito, batem logo de seguida com a mão no peito, com arrogância e expressando o seu direito como um dado adquirido. Será que ter liberdade, é ter liberdade de fazer o que me apetece, e passar por cima dos outros, menosprezando-os, ofendendo-os diariamente, só porque nos ferem o orgulho.

O Problema da nossa sociedade, é um problema de educação, não pode existir liberdade de expressão nem liberdade democrática, se não existir uma educação plena, justa e harmoniosa, educar, não é só educar para os direitos mas é também educar para os deveres. É cada cidadão do mundo, ter consciência dos seus direitos, mas também dos seus deveres e obrigações enquanto cidadão, é educar para os valores, nomeadamente valores humanos, solidários e de partilha. Educar para os direitos, é educar para a cidadania, para a sociedade, eu só posso educar para os direitos se educar em consonância com os direitos do outro.

A possibilidade de maior acesso à informação, notadamente dos grupos sociais mais excluídos, pode potenciar mudanças comportamentais necessárias para uma actuação mais orientada para o interesse de todos. Cidadãos bem informados, ao se assumirem enquanto cidadãos plenos dos seus direitos mas também das suas obrigações, tornam-se cidadãos participativos e motivados para acções de responsabilização e de participação comunitária.